5.3.07

nas ondas da vida

É engraçado pensar que eu viajei por bastante tempo sozinha em lugares muito longe de Porto Alegre. Estive sozinha em São Paulo, no Rio – poucos dias depois de um ataque conjunto (e dos pesados) do crime organizado. Tive coragem de andar de bondinho e até nos ônibus de linha, com o perigo de algum louco incendiar. Quase morri desidratada em Cuiabá. Chegando absolutamente sozinha no Mato Grosso do Sul, poderia ter me perdido, ser seqüestrada – algum azarado era capaz de pensar que eu era uma suíça cheia de dólares, pronta pra explorar o Brasil de terras vermelhas. Em qualquer desses lugares eu poderia ter me machucado.
Mas não. Eu quase me arrebento em Capão da Canoa, com meu pai a um dois metros de mim, minha mãe na areia, quando uma onda desgraçada resolve me derrubar. Com medo d´água e medo de morrer afogada naquele metro de água de sal, eu resolvo me apoiar com TODO o peso no joelho, me segurando. Mal molhei o cabelo. Mas, por pouco, não quebro a perna. E lá saio eu da água, com o joelho sangrando e manquinha, manquinha.

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