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25.5.17

Inspiração pro dia

Encontrei essa mensagem, atribuída ao Caio Fernando Abreu, durante uma voltinha pelo Instagram hoje pela manhã.

Tenho pensado muito sobre essa coisa de fases da vida e acho que esse ano, por várias razões, trouxe uma fase nova. Bom focar no presente e no futuro em vez de querer remendar um passado que nunca vai voltar.


11.2.16

como sobreviver à austeridade

Desde que voltei ao Brasil vivo em um regime de austeridade que faria inveja a qualquer governo do mundo. Em março completarei um ano por aqui e, até agora, equilibrar as finanças tem sido apenas um dos desafios que eu tenho (e não são poucos).

Perto de algumas crises existenciais que me assolam, a questão do dinheiro (falta dele, pra ser precisa) tem sido até razoável de lidar. O chato é ter que pedir dinheiro emprestado (depois dos 30 anos isso se torna meio constrangedor), mas ultimamente me agarro na fé e no lugar-comum de que tudo vai dar certo no final.

Fato é que nem tudo é desgraça e se tem algo bom na dureza é que a gente começa a dar valor pro que é barato ou de graça (esse último melhor ainda!). Aí vai uma listinha dessas coisas que preenchem o tempo, alimentam a alma e contribuem para tornar a pobreza menos penosa.

1.  Caminhar e fazer exercícios. Custa zero cents – basta calçar um tênis, uma roupa velha qualquer (minha blusa tem umas manchas e eu tô nem aí) e sair pela vizinhança. Atualmente moro em um condomínio fechado, então não há desculpas para não dar uma caminhadinha no final da tarde. 
2.    Estudar. Necessidade plena em 2016, especialmente para quem se dispôs a passar em um exame de proficiência de inglês, a atingir o nível avançado do espanhol e a encarar novamente os livros de árabe. Material nós temos (fora a internet), então é botar a bunda na cadeira e exercitar o cérebro.
3.    Ter uma desculpa pra não sair de casa. Confesso que ando com preguiça de socializar (interagi demais para uma pessoa introvertida em 2015) e poder ficar quieta no meu canto me dá a paz de espírito que eu preciso. É ótimo poder concentrar nossa atenção na gente mesmo, algo que se torna impossível quando estamos cercados de gente.
4.   Ver filmes e documentários no Youtube – além de outros tantos sites que permitem acesso totalmente free. Para melhorar, é possível ver filmes em outras línguas, aliando lindamente estudo e diversão.  
5.   Escrever. Em português, em inglês, em espanhol. Escrever é de graça e faz tão bem. Ando preguiçosa para a escrita de maneira geral, mas quando resolvo brincar de agrupar palavras me sinto bem. É quase mágico.
6.    Revirar a internet em busca de receitas fáceis e que levem poucos ingredientes – aliás, revirar a internet em busca de qualquer coisa. Que coisa mais linda essa tal rede mundial de computadores. Além de livros de receitas, há cadernos de arte, fotografia, ficção, não ficção, tem de tudo. Eu mesma preparei um xarope para curar minha última crise de tosse – algo que não faria se tivesse dinheiro sobrando, obviamente.
7.    Passear por galerias de arte, parques e ruas até então desconhecidas. Ou então pesquisar cinemas e peças de teatro de graça (e tem). Descobrir a própria cidade, ser turista no lugar onde vivemos. Em São Paulo isso é fácil e prazeroso.
8.   Focar no que é essencial. Só quando a gente fica com o dinheiro contado (e olha que agora é contado mesmo) percebe que não precisa de todos os luxos que tentam nos vender por aí. Pra que um par de sapatos novos se a gente nem tem espaço pra guardar os velhos? E pra que refeições em restaurantes caros pra c*** se a gente pode cozinhar algo mais saudável (e até melhor) em casa? Pagar pra entrar em festa, então, só se eu fosse louca.
9.  Ficar em casa e conversar via Skype com os amigos. Sim, é maravilhoso encontrá-los pessoalmente, mas não dá pra fazer isso quando se tem pessoas queridas espalhadas ao redor da Terra.
10.   Estabelecer planos para o futuro e perceber que, não, a gente não vai sucumbir à falta de dinheiro. Desde que tenhamos um teto, comida e dinheiro para o transporte em uma cidade gigante (enquanto a Tarifa Zero não chega), o resto é contornável.

Comecei 2016 com a certeza de que preciso de mais tempo só, e o período de penúria financeira contribui pra que isso se concretize. Claro que eu gostaria de ter dinheiro para alguns luxos – comprar um kindle, visitar meus pais com mais frequência, fazer uma poupancinha para viajar, comprar livros... No entanto, encaro as dificuldades como um aprendizado (mais um) e penso que amanhã tudo vai ser melhor. Por ora, me penduro na esperança pra viver um dia de cada vez. Se não dá pra comprar livros, me contento em passear pelas livrarias Cultura e Fnac pra cheirar os volumes e ver as capinhas novas. Quem sabe fazendo uma lista do que comprar quando a tal crise acabar.

30.12.13

resolução de ano novo


A única. Comer devagar. Deixar o péssimo hábito de engolir a comida em minutos e passar a fazer, de fato, uma refeição. Será difícil, mas vamos lá.

27.11.13

mais tempo

Um dos meus hobbies desde o ano passado é ler sobre a tal simplicidade voluntária. Minimalismo é um termo que ainda me soa muito forte, já que só agora estou começando a me livrar da imensa quantidade de tralhas físicas e emocionais acumuladas. É linda a ideia  - e a descoberta - de que podemos ser BEM mais felizes com menos. De lá para cá tenho feito faxinas constantes em todos os aspectos da vida. O resultado é que a gente começa a questionar, automaticamente, a utilidade e o sentido tudo que está ao redor.

Eu tenho dois desafios grandes. Um deles é me livrar das coisas fisicas. Estou sem comprar roupa há quase 300 dias (meta imposta pela necessidade de economizar) e já me considero quase "curada" de impulsos consumistas. Mas doar/jogar fora/me livrar do que já tenho continua um drama, que aos poucos tento trabalhar. A doação de três das sete botas que eu tinha me parece um bom sinal.

Outro problema é a internet. Ô lugarzinho lindo para a gente se atolar de coisas inúteis. O espaço físico é ínfimo mas a consequência para a cabeça é desastrosa. Eu AMO internet, amo descobrir sites, cursos grátis, Ebooks, músicas, filmes. Mas o uso que a gente faz dela pode não ser tão legal assim. O Facebook, por exemplo. Houve uma época em que eu amava, via 100% de utilidade no site, mas hoje a palavra estafa é a que melhor resume meu sentimento. Já tentei trocentas formas de diminuir a quantidade de conteúdos visualizados mas chego à conclusão de que a tarefa é impossível. É muita bobagem. Vídeos idiotas, enquetes, propagandas, posts e comentários de gente que mal conheço e o que mais me irrita, convites intermináveis para aplicativos, eventos, protestos, páginas, jogos, etc. E me acrescenta pouquíssimo, cada vez menos.

Já passei alguns períodos (dez dias) sem usar o Facebook, para desespero das pessoas que te consideram já morta.  E me senti não ter perdido nada. No final de outubro, quando deixei meu emprego, reduzi drasticamente os acessos. Parei de postar (por falta de vontade mesmo) e atéde acessar a conta, que eu era obrigada a usar por questões de trabalho. Sem o compromisso dos contatos, me sinto "liberada" para largá-la de mão. Nessa semana, disposta a encontrar ainda mais tempo para ler, escrever, passear etc, decidi que vou limitar meus acessos a uma ou, no máximo, duas vezes por semana. Só vou acessar diariamente se eu precisar resolver por ali algo que não possa ser feito via telefone ou e-mail. Já as atualizações de sites pretendo transferir para o feed ou para o Bloglovin. E meus pitacos sobre a vida serão transferidos para cá.

È uma experiência, como tantas que tenho feito. Nos 15 minutinhos em que poderia acessar o site posso varrer a casa, ler um capítulo de um livro ou até escrever um post curtinho. A vida é curta, minha gente, não dá para desperdiçar dando likes aleatórios.