Eu tenho dois desafios grandes. Um deles é me livrar das coisas fisicas. Estou sem comprar roupa há quase 300 dias (meta imposta pela necessidade de economizar) e já me considero quase "curada" de impulsos consumistas. Mas doar/jogar fora/me livrar do que já tenho continua um drama, que aos poucos tento trabalhar. A doação de três das sete botas que eu tinha me parece um bom sinal.
Outro problema é a internet. Ô lugarzinho lindo para a gente se atolar de coisas inúteis. O espaço físico é ínfimo mas a consequência para a cabeça é desastrosa. Eu AMO internet, amo descobrir sites, cursos grátis, Ebooks, músicas, filmes. Mas o uso que a gente faz dela pode não ser tão legal assim. O Facebook, por exemplo. Houve uma época em que eu amava, via 100% de utilidade no site, mas hoje a palavra estafa é a que melhor resume meu sentimento. Já tentei trocentas formas de diminuir a quantidade de conteúdos visualizados mas chego à conclusão de que a tarefa é impossível. É muita bobagem. Vídeos idiotas, enquetes, propagandas, posts e comentários de gente que mal conheço e o que mais me irrita, convites intermináveis para aplicativos, eventos, protestos, páginas, jogos, etc. E me acrescenta pouquíssimo, cada vez menos.
Já passei alguns períodos (dez dias) sem usar o Facebook, para desespero das pessoas que te consideram já morta. E me senti não ter perdido nada. No final de outubro, quando deixei meu emprego, reduzi drasticamente os acessos. Parei de postar (por falta de vontade mesmo) e atéde acessar a conta, que eu era obrigada a usar por questões de trabalho. Sem o compromisso dos contatos, me sinto "liberada" para largá-la de mão. Nessa semana, disposta a encontrar ainda mais tempo para ler, escrever, passear etc, decidi que vou limitar meus acessos a uma ou, no máximo, duas vezes por semana. Só vou acessar diariamente se eu precisar resolver por ali algo que não possa ser feito via telefone ou e-mail. Já as atualizações de sites pretendo transferir para o feed ou para o Bloglovin. E meus pitacos sobre a vida serão transferidos para cá.
È uma experiência, como tantas que tenho feito. Nos 15 minutinhos em que poderia acessar o site posso varrer a casa, ler um capítulo de um livro ou até escrever um post curtinho. A vida é curta, minha gente, não dá para desperdiçar dando likes aleatórios.