Eu realmente fiquei triste com a derrota do Grêmio. Eu acreditava que o resultado poderia ser revertido, mas um time sem ataque não vai longe. E o meu, observo agora, foi longe demais. Não quis escrever ontem pois era recente demais. E hoje consigo raciocinar melhor.
Gostaria que o Grêmio tivesse ganho não pra mostrar pro mundo que ele é o melhor de todos, nem mesmo pra esfregar na cara de um colorado qualquer. Eu queria que ele tivesse ganho, egoisticamente, por mim. Ainda que milhões compartilhassem a alegria daquele momento, de certa forma a alegria seria minha. Eu precisava do tal instante, como precisei de todas as vitórias que aconteceram. E que me deram minutos, dias e horas de felicidade.
Como diz uma pessoa que conheço, gosto do meu time pra mim. Amo o Grêmio do meu jeito.
E a tal imortalidade, de que tanto falam, é apenas a capacidade de lutar até o fim. E acreditar sempre. Porque aqueles que não acreditam não merecem crédito. E o imortal não vence sempre. O imortal é só aquele que se nega a morrer sem antes disputar bravamente.
O futebol é uma metáfora. Se meu time vence dentro das quatro linhas, posso vencer fora delas também. No fundo, creio humildemente que seja isso. Se não fosse assim, os times sem títulos não teriam as torcidas apaixonadas que têm.
Com o tempo, a dor da perda fica menos aguda. Entra pra galeria do passado. E a jogada certa é sempre a bola pra frente, pelo menos nesse caso.
Gosto do Grêmio, eis tudo.
Um comentário:
"E a tal imortalidade, de que tanto falam, é apenas a capacidade de lutar até o fim. E acreditar sempre. Porque aqueles que não acreditam não merecem crédito. E o imortal não vence sempre. O imortal é só aquele que se nega a morrer sem antes disputar bravamente." É isso aí, Pati, pra mim Imortalidade é isso. É se debater em busca do objetivo, nunca se entregar.
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