Meia-noite do dia 16 de junho. No final do ano, pretendo me formar. Antes, preciso de um orientador pra monografia. Preciso, logo, decidir se continuo a morar no mesmo lugar semestre que vem. Tenho o trabalho porrada de antropologia ainda. Mas, nesse momento, nada me interessa. Só o jogo de quarta.
Ganhar com diferença de quatro gols do Boca ou fazer três e levar para os pênaltis é além de uma batalha; é uma guerra por inteiro. É como um sonho de outro mundo, alguma aspiração de um universo desconhecido.
Minha mente tem uma opinião, mas meus nervos e meu coração não estão interessados nela. Eu, de certa forma tão racional, descubro toda a esperança que existe em mim. Sou toda um instinto.
Se eu não tivesse ouvido o jogo dos Aflitos, chorado naquele duelo, não acreditaria agora. Mas aquele jogo transformou tudo.
Por isso, nessa quarta-feira, espero estar no Olímpico, pela primeira vez em um jogo oficial, torcendo pelo meu clube. Quero fazer parte dessa história, de um time que lutou até o último minuto. Porque eu sei a luta vai ser feroz. E, no final, não haverá um gremista de cabeça baixa.
Assinado: uma louca que acredita
Nenhum comentário:
Postar um comentário