Sempre achei de última qualidade o Jornal da ARI. Mas a edição que tenho em mãos agora é uma aberração. Certamente é velhinha, tem o “despotismo” do Hugo Chávez na capa. Digo certamente porque o jornal da Associação Rio-grandense de Imprensa não coloca datas em seus informativos. Precisão jornalística.
Começa com a capa censurando o presidente venezuelano, bem ao gosto do amigo “Grupo RBS”. "Perdemos a liberdade de imprensa, voltamos à ditadura". Uma crítica bem corporativista.
Aí, vem com a história de que a Rádio Digital nascerá com dívidas para emissoras. Manipulando os leitores (jovens estudantes de jornalismo, especialmente) de que a implantação do sistema será maléfica para as rádios de hoje. Sem uma discussão sobre popularização do meio.
Um encartezinho sobre os seminários para estudantes, cheios de jornalistas da grande mídia (já que imprensa alternativa não tem vez). Profissionais dos mais carreiristas, que eu realmente espero que os presentes ali um dia se dêem conta disso.
Por fim, as bobagens extremas. Matérias e notas sobre “Futebol na Globo é visto em 180 países”, inauguração da rua Alberto André, possível ida de Tom Cavalcanti para a Band, “Pânico na TV invade o SBT” e “Miss sobe a audiência da Band”. Pensei estar lendo os cadernos de TV dos jornais. Cheios de irrelevâncias.
Por que a ARI, quando fala em censura, não lembra os casos em que a Globo demite jornalistas que não se encaixam em seu padrão¿
Com esse exemplar antigo da ARI, posso não ter me “atualizado” sobre as últimas fofocas da TV, mas chego a uma conclusão. A ARI é o legítimo jornal do patrão.
Perdão pela dureza do protesto. Mas eu andava com ele engasgado.
3 comentários:
é isso mesmo, fazer o quê?! só nos resta protestar e não engulir as barbaridades que eles inventam.
pior associação
assino embaixo.
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