Quando tudo parece chato, xarope e sem graça, uma cena de um filme chama mais atenção do que acontecimentos de vários dias.
Em certa entrevista de David Linch, em Profissão-repórter (The Passanger, 1975), ele faz uma série de perguntas a um africano sobre a situação política e as guerrilhas locais. Depois de ouvir tudo, o nativo diz que, mesmo que ele respondesse a todas aquelas dúvidas, teria ainda muito por dizer. E que as perguntas revelavam mais sobre a personalidade do repórter do que o conteúdo das respostas àquelas perguntas.
O que as perguntas que eu faço quase todos os dias revelam sobre mim? Me senti estranhamente desconfortável.
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