Passei cinco anos em Porto Alegre e a "maior" atração de que me lembro na Feira do Livro foi o Caco Barcellos. Fora isso, o grande chamativo é sempre o Anonymus Gourmet lançando livro - cujas receitas até minha mãe critica. Ou levam gente que lança best-seller ou livro de auto-ajuda, que não valem a leitura, o calor e as milhares de pessoas te empurrando.
Neste ano, quando estou fora da cidade, os malditos organizadores chamam o EDUARDO GALEANO. É só o cara que escreveu "As Veias Abertas da América Latina", que resume cinco séculos de opressão e exploração conseguindo, na minha opinião, não fazer um panfleto. E ele vai estar lançando um livro. Ou seja, vai ter sessão de autógrafos - isso quer dizer, eu ia poder chegar perto dele, ter um livro assinado por um autor que realmente fez a diferença para mim.
Ódio de verdade.
3 comentários:
E eu, amiga?
Trabalhando aqui do ladinho da praça, não consegui dar uma chegadinha na Feira ainda...
Lamentável.
Esse é o meu ódio de verdade!
Beijão
Pior que isso é tu procurar por umas três horas alguns poucos livros sobre autores importantes para um Mestrado e se deparar com a realidade: 60% (obviamente, um exagero poético meu) dos livros sobre BRUXARIA e REALISMO FANTÁSTICO.
já que falou do Galeano, manifesto minha saudade de uma semana, valendo-me do maravilhoso "Livro dos Abraços":
"Não consigo dormir. Tenho uma mulher atravessada entre as minhas pálpebras. Se pudesse, diria a ela que fosse embora; mas tenho uma mulher atravessada em minha garganta".
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