Talvez seja uma teoria da conspiração articulada pela minha própria cabeça, mas reparem que nas matérias da Zero Hora exaltando sua própria história e seus "prêmios", além de divulgar seus produtos - como essa daqui - não tem a opção "comentar". Uma mais antiga, sobre um lance de acompanhar um repórter em uma pauta, também não tinha... Acho que alguns andam com medo de comentários indesejados... Até termos conclusões mais contundentes, vale essa pérola de trecho, que consegue reunir em um mesmo parágrafo Gay Talese e Carlos Wagner. Esse último, dizem por aí, um contador de histórias a partir de informações que ele mesmo inventa.
Não ando lá muito cristã, mas só o fato de colocar os dois no mesmo parágrafo já me parece pecado.
45 Reportagens que Fizeram História vem a ser, também, a primeira incursão de Zero Hora em um filão editorial que só de uns 15 anos para cá começa a ser explorado com a devida solenidade no Brasil: a coletânea de reportagens, trazendo para o território sacralizado do livro textos que por seu valor e contundência merecem driblar a efemeridade do jornalismo periódico. Desde o início da década, a Companhia das Letras tem publicado uma coleção dedicada a obras históricas do jornalismo, como Hiroshima, de John Hersey, Fama e Anonimato, de Gay Talese, e Radical Chique, de Tom Wolfe (leia texto neste caderno). No ano passado, outra coletânea, assinada pelo antologista americano Jon E. Lewis, apresentava-se como O Grande Livro do Jornalismo. Faz 10 anos que veio a público um dos melhores exemplos nacionais, Repórteres, de Audálio Dantas (Editora Senac), com textos e depoimentos de 10 grandes repórteres do Brasil. Um deles, Carlos Wagner, de ZH.
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