9.6.10

e o rio, pra variar, continua lindo

Na necessidade de olhar para novos horizontes, nada como escolher os melhores e mais bonitos. E foi o que eu fiz, literalmente. Depois de anos prometendo, resolvi aproveitar o Corpus Christi no Rio, na casa desta anfitriã.

Foi um feriadão supimpa, como diria minha mãe, para vivenciar coisas novas (como uma ópera na reinauguração do chiquerésimo Teatro Municipal) e rever parceiros antigos, amigos fabicanos de todas as horas. Ah, e voltar para a praia de Copacabana,que sempre me encanta.


Entre novidades e reencontros, pude finalmente visitar a famosa Ilha de Paquetá, que fazia parte dos meus planos desde minha primeira viagem ao Rio, em 2007. Desta vez, era imperdível conhecer o cenário de A Moreninha.

A viagem dura quase uma hora de barco, em que tu acaba aproveitando o tempo pra imaginar como será o tal lugar tão lendário.

Na minha ignorância serrana e agora paulistana, achava que ia encontrar ali apenas uma ou outra casinha perdida. Mas o burburinho da entrada logo me dizia o contrário. A Ilha é uma cidade. Diz uma página perdida no Google que tem uns 4,5 mil habitantes.

O pequeno acúmulo de pessoas na entrada da ilha logo se desfaz quando os turistas pegam o “eco-táxi”, uma bicicleta (carros não entram em Paquetá) que leva os passageiros sentados atrás, em banquinhos. E tem charretes também, pra quem prefere algo mais retrô.


Como adoro caminhar, aproveitei pra percorrer quase toda a orla a pé. Aí sim: quando tu te distancia da entrada da ilha, os sons vão diminuindo, e o silêncio começa a tomar conta do lugar. É o momento em que tu finalmente entende porque o lugar é tão especial.

No caminho, só um pescador perdido ou morador apoiado na janela. Como uma típica comunidade do interior. Pra quem gosta de lugarejos históricos, como eu, a Ilha de Paquetá é um presente. Tem casas recentes, modernas, mas a maioria é bem antiga. Algumas no estilo casarões, e outras menores, bem juntinhas.


Saí de lá à noite, e já dava para ver todas as luzinhas acesas. Nem bem havia saído e já tinha saudades. Assim como senti saudades de Juazeiro antes mesmo de ir embora.

É, e o Rio tem essas. Além das praias, do Arpoador, dos bairros mais charmosos e de toda a história das ruas e dos museus, ainda te reserva uma ilha de ares paradisíacos a uma hora de distância. Impossível não se apaixonar pela cidade, que vai virando candidata do meu destino para o dia em que enjoar de São Paulo.

(A falta de sol e o tempo meio nublado em todos os dias prejudicaram um pouco as fotos, tiradas pelo meu amigo celular. De qualquer forma, dá pra ter uma idéia das praias aqui e da ilha aqui).

2 comentários:

Paula disse...

Paquetá tem isso mesmo de instigante, apesar de vergonhasamente eu estar por aqui e ainda não ter colocado os pés lá. E o rio junta um sentimento de cidade-estado com vila praiera. tudo se dilui. às mágoas, os amores, as revoluçõe.s Pra que sofrer se a praia está alid o lado?
E volta logo mulher, que o sofá cama te espera!

Pati Benvenuti disse...

tá, e tu tem que vir tb. não tenho sofá-cama nem casitcha por enquanto, mas sou parceira pra desbravar a cidade e tomar cevitas no bixiga :)