9.3.11

sábados, pizzas e algo que não tem fim

Desde que o meu amigo se foi, há uma semana e meia, sinto que aprendi mais do que em qualquer outro tempo. Parece que envelheci.
Sinto que arrancaram algo não só da minha vida, mas da vida de tantas pessoas que amo e conheço. É difícil aceitar, mas brigar e espernear não adianta nada.
Sempre fico com a sensação vazia de que poderia ter dito o quanto gostava dele e o quanto aprendi a respeitá-lo naqueles anos de convivência. Sei que agora não há mais possibilidade para o tal conserto, mas não fico triste por isso. Nesses anos, ele deve ter sentido todas essas coisas que eu quis dizer e que, por distância ou comodismo, nunca cheguei a externar. Assim como deve entender que não pude me despedir da maneira mais certa, mas pensei o dia inteiro naquela ausência que já me sufocava.
Nao sou mais a mesma pessoa. Nem eu nem tantas outras que se fazem perguntas sem respostas. A única certeza é de que ele olha por nós e também saudade daqueles sábados à noite, cheios de pizza, de risadas e daquela amizade que já se mostrou bem maior que a vida.

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