Confesso a ignorância, que certamente não é só minha. Nunca tinha ouvido falar desse Cícero Lins antes de cobrir o Festival Sai da Rede. Ali dizia que era famosinho já. Ok, estou longe de ser alguém ligada nas tendências da web, ainda mais dessas tidas como fenômeno.
Baixei o CD e não curti muito, de primeira. É meio MPB demais pra mim. Sonzinho devagar, mas simpático. Vamos esperar para ver o rapaz ao vivo no show da Praça do Patriarca.
Aí chego lá e vejo que ele não só tem fãs, mas verdadeiras GROUPIES. Meninas que cantam o show inteiro, gritam, mandam beijo e dizem que o amam forever. Parecia show de celebridade antiga, de tanta felicidade da platéia. Aí acaba o show e HORDAS de meninas vão atrás do palco, histéricas, querendo pelo menos ver o moço.
Duas coisas. Por um lado fiquei abismada de uma pessoa “desconhecida”, digamos assim, fazer tanto sucesso e em pouco tempo pela internet. E eu não saber, lógico. Outra coisa: senti um raio de esperança ao ver aquela galerinha gostar de música boa. Em uma era impregnada de porcaria enlatada, e direcionada tudo quanto é faixa etária, chega a ser um respiro saber que algumas pessoas com verdadeiro talento conseguem se destacar.
Ouvi o disco mais algumas vezes e comecei a achar a música mais interessante. Não é minha preferência, mas reconheço qualidades.
Enfim, baixem e ouçam aqui.

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