Foi a minha primeira cobertura de FSM. Não direi que é a última, mas pensarei bem antes de aceitar outra empreitada dessas. É cansativo, menos organizado do que deveria e costumar ser na capital dos pampas no verão, quer dizer, é quente.
Mas valeu muito a experiência. Nem sei dizer do que mais gostei, se foi passar quatro dias vagando para cima e para baixo por Porto Alegre, ouvir tanta gente falando árabe ao mesmo tempo ou me juntar à causa palestina, uma das demandas mais urgentes e justas da humanidade há tempos.
Mas uma coisa é certa. O melhor momento de todos foi a Marcha do Fórum.
Umas dez mil pessoas se juntaram para dizer que os palestinos TÊM que ter e VÃO ter seu Estado. Em um ponto da caminhada era a galera de Porto Alegre embalando um sambão; metros atrás, os palestinos entoando com toda a força umas músicas árabes – pareciam hinos, não descobri o que era.
Depois, no caminhão
de som já no Gasômetro, em muitas línguas, todo mundo saudava a decisão da Assembleia Geral da
ONU, que reconheceu o Estado palestino. Obviamente, o discurso mais tocante era
dos árabes. Nem só por serem os diretamente envolvidos, mas porque a língua
árabe é, de longe, a mais forte de todas. Que lindo é povo árabe. Que gente fascinante.
Não sou de me
empolgar fácil com mobilizações políticas, mas essa me ganhou. Terminei a
caminhada fazendo umas entrevistas, dando uma banda no Gasômetro – mais
inspirador impossível, comendo um sanduíche delícia de falafel e com a
bandeirinha da Palestina pendurada na mochila.
É daquelas raras
horas que a gente agradece estar onde está e se vê um pouquinho parte da
história. O autorretrato foi no dia seguinte, mas serviu para registrar a passagem :)
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