Depois de um domingo calorento e mangas curtas, o frio chegou. Não na intensidade do Sul, obviamente, mas veio. Arrisco a dizer que essa madrugada foi a mais fria desde que moro aqui.
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| Imagem: Pinterest |
Já fui mais fã de frio, assim como odiei o calor com todas as minhas forças. Hoje vou rumo ao meio-termo. Gosto de dias quentes, mas que não me façam derreter; assim como gosto de dias frios, bem frios até, mas não os aguento por muito tempo. Confesso que nesse sentido é um alívio morar em um lugar como São Paulo, onde inverno e verão costumam ser agradáveis (exceto pela parte das chuvas no início do ano).
Mas é nos dias frios em que eu mais sinto falta de Farroupilha. Mais especificamente da minha casa. Deve ser porque meias lembram meias de lã, e meias de lã lembram conselhos da minha mãe, pedindo para colocar uma antes que os pés congelassem. Ou uma água para fazer um chá, que me recorda o fogão a lenha e o meu pai colocando pinhões naqueles domingos frios e de cerração fechada. Sem falar da fumaça do fogão saindo pela chaminé da minha vó...
A cada blusa de malha que eu tiro do guarda-roupa vem junto um turbilhão de sensações e recordações. Nos dias frios é que me sinto mais farroupilhense, como se lembrasse exatamente da minha origem. Como se voltasse para casa. Como se eu me encontrasse. Como se tudo finalmente fizesse sentido.

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