28.2.16

inspiração que vem da história

Recentemente comprei dois livros da editora da Unesp, ambos por R$ 5 em um saldão no centro. O primeiro que li foi esse, de Olivier Besancenot e Michael Löwy, a respeito do mito em torno da figura de Che Guevara.



O livro é um pouco pesado (especialmente se a intenção for lê-lo no trem, como eu fiz) e até maçante, mas traz muita informação a respeito do Che, esse cara tão bacana que deixou o mundo pra entrar na imaginação de todo militante de esquerda. Confesso que sabia poucas coisas sobre ele, e o livro deu uma clareada importante em vários aspectos, especialmente políticos. Me deu vontade de ler mais coisas sobre os meandros da esquerda no século XX, o que por si só valeu a leitura.

Dois trechos me chamaram a atenção, bem no final do livro.

“‘Revolução socialista, ou caricatura de revolução’: não se constrói uma sociedade e uma humanidade novas com os mesmos costumes, os mesmos hábitos, as mesmas relações de poder, a mesma concepção de trabalho que no mundo antigo. É preciso perturbar profundamente as relações sociais em todos os aspectos, inclusive os da vida cotidiana, as relações pessoais, as relações entre gêneros.”

“Como toda figura humana, a de Che tem contrastes, limites, defeitos. Ninguém, ou quase, contesta certos traços marcantes de sua personalidade: uma justiça intransigente, um ódio igualitarista dos privilégios, uma coragem obstinada. Essas qualidades não existem sem dureza. Porque o combate até a morte contra um inimigo poderoso e sem escrúpulos não é um jantar de gala.”

Depois dessa só resta uma coisa: Hasta la victoria!

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