Acho que o bom da tal "maturidade" é a capacidade de a gente desenvolver uma melhor relação com a gente mesmo. E isso inclui saber se perdoar, reconhecer nossas falhas, elogiar nossos pontos fortes e entender que, mesmo que as coisas deem errado, isso não representa o tão preconizado fim do mundo.
Eu comentei com uma amiga próxima em Dublin, meses antes de voltar, que sofria por antecipação por ter que me despedir de tantas pessoas legais que havia conhecido naquela jornada. Falei aquilo e me vieram algumas lágrimas porque a sensação, de fato, era dolorosa - e ainda é, para ser sincera, já que sinto saudades incessantes de gente que ficou do outro lado do oceano. Mas ela disse algo que, se não fez diminuir a dor, ao menos me fez pensar. E aceitar. "You can't stop the world".
Ela tinha razão, a gente não pode parar o mundo. Então a única coisa que dá pra fazer é seguir em frente. A gente escolhe o caminho, fica indeciso às vezes, mas precisa caminhar. Precisa agir. Não raro doi a incerteza e a dúvida, a gente se cobra e diz que é hora de acertar. Não é um processo fácil, mas hoje - quase um ano depois de ter voltado - eu entendo ainda mais o que ela disse.
A gente não pode parar o mundo. Então o único caminho é seguir tentando, batendo cabeça, se descobrindo, sofrendo, pensando, sorrindo a cada coisinha que faz sentido. Vivendo.

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