2.4.17

E um quarto do ano já se foi

Sexta foi o último mês de março e, com ele, um terço do ano vai embora. Pra quem diz que o ano começa depois do Carnaval, bem, quer dizer que até agora 2017 só teve de verdade um mês.

Eu como nem gosto de Carnaval nem quero ter outro ano arrastado e frustrante como 2016, resolvi ainda no comecinho de janeiro que os 12 meses que teria pela frente teriam que render. Como disse a uma amiga ontem, recentemente me dei conta (outra vez) de que se eu não fizer “por mim” ninguém vai fazer. Então mãos à obra que a vida é curta e não tem tempo pra resmungo ou procrastinação excessiva (um pouquinho até acho que faz bem pra saúde).

Então esse ano decidi que, além do meu ~balancete ~ de final de ano no blog, pretendo escrever mais sobre como meus projetos estão indo. Sim, projetos. Passei a adotar esse termo, que denota uma certa seriedade mas me parece um jeito ideal de encarar com mais determinação tudo que eu faço.

Como não defini resoluções (que sinceramente até me soa cafona hoje em dia), mas diretrizes, ou seja, algo para funcionar como um guia, é em cima disso que tenho me orientado para avaliar como andam as coisas e a vida. Aqui é necessário parar e mandar uma salva de palmas e de beijos pro Todoist, um software free que serve para organizar tarefas, projetos e o que mais puder imaginar.

1. Seguir estudando inglês rumo à proficiência 

Isso está indo muito bem e muito mal. Se por um lado estudo todos os dias enquanto preparo minhas aulas (e aprendo palavras e expressões novas num ritmo quase alucinante), por outro ainda não consegui reorganizar meu material de Dublin, que contém todo o conteúdo das minhas aulas na CES, onde estudei por seis meses e ganhei uma bagagem no idioma pra uma vida inteira. Por absoluta falta de tempo ainda nem consegui parar e pensar em como dar conta daqueles três arquivos enormes.

Um sonho: ter meu material organizado e lindo assim
2. 2017 será o ano da literatura russa

Por ora o máximo que consegui foi comprar Anna Karenina (em inglês e por 10 reais na Livraria Cultura). Tenho impressão que não será muito fácil ler esse livro na língua do Shakespeare, portanto estou desde me preparando psicologicamente. Tenho anotados mais uns dois livros de escritores russos para comprar. Tem aí nove meses pela frente, então acho que está tudo bem.

3. Manter atividade física

Sim, mantenho. Caminho três por semana em média, e mais que isso tem sido impossível. Dependendo do dia tenho aulas de manhã e à noite, fora o fato de que dar aula indo até o aluno é bonito e nobre no slogan, mas cansativo para as pernas do(a) instrutor(a). Também tento fazer alongamento todos os dias pela manhã (a preguiça fala mais alto várias vezes). Mesmo com três dias, porém, vejo que meu condicionamento físico está bom. Semana passada fiz uma trilha de 9km ida e volta, de intensidade média em um parque lindo perto de São Paulo, e dia seguinte me sentia uma pessoa, não um saco de batatas amassado. Me animou a fazer mais e mais trilhas e continuar me exercitando.

4. Estudar espanhol no primeiro semestre e árabe no segundo semestre

Ultimamente não consigo dar conta do que tenho que fazer direito, então quero sinceramente evitar pensar nessa questão do árabe até julho. Quanto ao espanhol, em três meses fiz QUATRO cursos do Future Learn e estou revisando todo o nível A1. Tem sido excelente e aprendo muito. Considero que ainda poderia fazer várias coisas para avançar mais na língua, mas conciliar o estudo de dois idiomas não tem sido fácil. Ontem comecei o quinto curso e até o final de maio completo o sexto e termino o programa. Nada mal. Se mantiver o ritmo chegarei ao final do ano com algo que se assemelha ao nível B2 (mas aí tem o árabe também e deixa pra lá que só de imaginar outra língua já me estressa)

5. Diminuir ainda mais o uso de redes sociais e otimizar meu tempo online

Durante o carnaval li uns textos sobre o uso de redes sociais e experimentos de alguns dias sem elas e decidi fazer uma experiência também. Minha proposta: utilizar as mídias só aos finais de semana. Por ora só abrange Twitter e Facebook, que são as duas únicas que me afetam de algum modo. Eu explico mais aqui na minha conta do Medium, criada durante o Carnaval pra me motivar a escrever mais.

6. Conhecer lugares novos o máximo possível – pelo menos um lugar diferente por mês

Simplesmente não é viável conhecer qualquer lugar durante o verão no Brasil. Não há wanderlust que resista a 37 graus. Até agora só voltei a Paranapiacaba, desta vez com um grupo para fazer uma trilha, a da Cachoeira Escondida. Foi legal e planejo muitas coisas, agora que o tempo nos permite viver de forma digna.

No Mirante da trilha que leva a Cachoeira Escondida, em Paranapiacaba. Primeira trip do ano


7. Planejar futura viagem (plano ainda em gestação) – ler o máximo possível

De concreto, a única coisa que fiz foi criar um projeto no Todoist e comprar um tablet recentemente (aliás, uma hora mexendo nele ontem e já me pergunto como vivi tanto tempo sem um). Volta e meia leio alguma coisa que me inspira, já entrei em uns grupos de WorkAway no Facebook e penso bastante. Não tenho exatamente pressa. Pra ser honesta, hoje o que mais preciso nesse sentido é refletir mesmo.

8. Dar mais atenção à minha família

Ainda em janeiro comprei passagens para viajar na Páscoa, então mais dez dias e estou indo a Farropis. Estou ligando para casa e falando com o pessoal de lá menos do que gostaria, mas o mês de março foi cruel em termos de trabalho e estudo (alunos novos, material para preparar, para imprimir, cursos de espanhol, de Business English, freelas de jornalismo). Ainda estou tentando me adaptar a essa rotina e, por sorte, minha família é bastante querida e compreensiva.

9. Passar mais tempo desconectada da internet

Taí um desafio. Infelizmente, trabalho e estudo dependendo de internet então passo a maior parte do tempo conectada. Além disso, meus amigos estão espalhados pelo mundo e também preciso dela pra conversar com eles. Quando os finais de semana são mais tranquilos, tento deixar o computador desligado por mais tempo e leio uns livros. Ainda que passe mais tempo em frente à tela do que gostaria, vejo que a maior parte desse tempo é gasta com coisas “úteis” então estou perdoada.

10. Tentar dar “um rumo na vida” em termos profissionais 

Assim como viajar, o que de melhor posso fazer nesse sentido é pensar. Nada de overthinking, só uma avaliação meio descompromissada mesmo. Diferente do que propus no início do ano, em 2017 não pretendo tomar qualquer decisão. Só ir levando e ver o que acontece.

11. Estudar mais sobre anarquismo

Li o segundo volume de História das Ideias e Pensamentos Anarquistas. aprendi muito, fiquei inspirada e quero ler mais coisas. Não é a prioridade hoje, portanto, então quando puder faço isso. O tablet foi comprado justamente para ter algo para ler PDFs e artigos de internet na cama (tenho horror de ler no computador), então a tendência é que eu possa estudar mais daqui pra frente.

Em resumo, acho que meu ano tem sido bem legal até agora. Me sinto em paz, me sinto quase feliz, na medida do possível até realizada. Ando trabalhando e estudando mais do que queria, para ser sincera, mas como se diz, essa é a hora de fazer isso. Finalmente também aprendi a mexer no Gimp, ainda de forma básica, e quando puder quero brincar mais com ele. Mas acho que tem tempo pra tudo. Atualmente não tenho do que reclamar e isso é bom :)

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