Venho sofrendo da costumeira preguiça de recesso que me acomete nessa época do ano. Mas eu gosto
e até preciso refletir um pouco sobre o ano, então decidi escrever meu já
tradicional balancete de dezembro, com coisas boas e ruins que se passaram.
Coisas boas
1. Primeira notícia maravilhosa do ano foi: passei no CAE. Fiz
o teste no final de 2016, mas o resultado só saiu último janeiro: 199 pontos,
só um pontinho longe da proficiência. Até pensei em fazer o CPE este ano, mas
seria necessário um planejamento grande e abrir mão de muitas outras coisas.
Let it go, ao menos por ora.
2. Fiz 12 cursos online. DOZE. O dobro do ano passado. Nem eu
acredito. Seis de espanhol (um programa integrado da Open University/Future
Learn). Outro do British Council (via
Future Learn também) sobre aprendizado e ensino de línguas (uma contribuição
enorme à minha formação). Três de Business English da Arizona State University
na Coursera e dois de meditação de uma universidade australiana (também via
FutureLearn, onde passei boa parte do tempo em 2017). Pra 2018 já estou
matriculada em sete. Vamo que vamo.
3. Li 29 livros, do quais 27 inéditos. Ler pouco nos últimos
anos era algo que me incomodava, quase me envergonhava e, principalmente, algo
que me intrigava. O que houve com aquela pessoa que lia tanto? (eu no caso, um
tempo atrás). Esse ano, em vez de esperar um horário ideal pra ler, eu enfiei
ao menos um livro na bolsa ou na mochila e li no caminho. Passei hooooras em
transporte público e foi ali que li quase tudo isso.
4. Trabalhei como instrutora de inglês o ano todo, um objetivo
que eu tinha no início do ano. Tive um feedback maravilhoso de alguns alunos e,
embora não esteja decidida que quero me focar só nisso, me parece um futuro
interessante. Comecei dando aula em uma consultoria e terminei com duas, depois
de procurar novas parcerias no segundo semestre.
5. A possibilidade de uma viagem, em médio prazo, que pode
desencadear a realização de vários sonhos. Nada está definido ainda, por isso
sem mais detalhes. Digo apenas que sacudiu minha cabeça igual a um terremoto.
6. Mantive atividade física o ano todinho. Caminhando perto de
casa, no condomínio ou no instituto Butantam, não consegui fazer todo dia, mas
coloquei como prioridade e saí com
esse fim ao menos três vezes por
semana. O resto que espere que vou dar minha caminhada. Ainda tento colocar o
alongamento como uma atividade diária (não me toma dez minutos), mas a preguiça
é desgraçada.
7. Comecei, ainda bem timidamente, a fazer meditação, a partir
de dois cursos muito legais no FutureLearn. Era algo que eu queria há anos e
que, graças às formações, consegui tirar do papel. Me identifiquei 100% com o
conteúdo do programa e já via benefícios após as primeiras práticas.
8. Aprendi a me preservar mais, assim como a meus sentimentos,
e uma consequência foi me fechar mais e me afastar de algumas pessoas. Mas vejo
um lado bastante positivo nisso. Eu precisava. Com isso, também diminuí meu
tempo em redes sociais e pude fazer coisas divertidas em vez disso (brincar em
um livro de liga-pontos, colorir com tempera, brincar com lápis de cor). Fora
poder me focar mais em relacionamentos mais duradouros com pessoas queridas,
pra quem posso dispensar atenção de forma mais plena.
9. Estudei espanhol o ano todo, de janeiro a dezembro. Coisa
linda. No primeiro semestre teve o curso do Future Learn, que me deu o ânimo
necessário. Cansada de estudar online, abri um cadastro na Biblioteca
Cervantes, na Paulista, onde pude retirar livros. Me dando um prazo apertado
pra completa-los, estou prestes a completar o nível B1 (faltam alguns
exercícios que devo fazer semana que vem). Finalmente posso dizer que falo BEM
o idioma.
10. Tomei a decisão de ser mais corajosa e tentar dar um rumo na
minha vida profissional. Isso tem a ver com dar aulas particulares e também com
a área de comunicação, onde pretendo me reciclar e tentar aprender novos
conceitos. Se eu gostar, legal, se não parto pra outra. Percebi que neste ano
andava meio ranzinza em alguns
aspectos e nada vai mudar só com o poder negativo jogado pro mundo.
Financeiramente as coisas estão ruins, não estou me sentindo realizada, talvez
no fim das contas eu precisasse de toda a frustração dos últimos anos pra
enxergar algumas coisas.
11. Logo no início do ano ganhei um dinheiro absolutamente
inesperado que salvou minhas economias neste ano. Teve a ver com um trabalho
anterior e, Deus do Céu, me senti ganhando na loteria. A vontade era danças no
meio da rua.
12. No último mês do ano, troquei de quarto em casa. Pra um
maior, um pouco mais caro, mas eu precisava de mais silêncio (o anterior era
barulhento), mais espaço e de mudança. Uma qualquer, desde que imediata. Quero
muito curti-lo em 2018.
13. Fiz umas viagens curtas, mas muito legais. Holambra, linda,
finalmente a visitei. Destaco também Guararema e Atibaia, onde passei dias
maravilhosos. Dentro de São Paulo também fiz uns passeios divertidos, conheci
parques novos, trilhas, museus. Redescobrir a cidade sempre me deixa feliz.
14. Consegui visitar minha família mais do que a média. No
segundo semestre, fora Natal, viajei pra Farroupilha duas vezes – incluindo
aniversário da minha vó em outubro J
Acho difícil repetir isso no próximo ano, mas vamos ver o que dá pra fazer.
Skype tá aí pra isso.
15. Participei de alguns eventos e escrevi algumas poucas
matérias para a Revista RI. Como tenho tentado praticar mais a gratidão, não
poderia deixar de citar, afinal contribuíram com um dinheiro importante e me
permitiram atualizar meu portfolio de jornalista.
16. Comprei um tablet. Me deu a louca, eu tinha um dinheiro que
na época podia ser usado pra isso e pá pum. Coisa incrível. Amor da minha vida
desde o primeiro minuto de uso.
Coisas ruins
1. Minha rotina de ir pra cama e de sono está bastante
esculhambada e não consegui botar nos eixos. Conto nos dedos os dias em que
acordei cedo por opção e não necessidade absoluta. Redes sociais, malditas, me
roubam um tempo considerável à noite, fora a tal da tela brilhante, então pra
2018 quero colocar o limite (já testado) de não acessar a internet após as 22h.
Difícil porque trabalho à noite (por isso a dificuldade de ter uma rotina
equilibrada), mas posso fazer melhor.
2. Fiquei ultradeprimida em alguns momentos, principalmente na
metade do ano e, se fosse pra arriscar o que houve em julho, diria que foi tudo
dentro de mim dizendo “As coisas não estão legais”.
3. Financeiramente, apesar de ter ganhado um dinheiro legal no
primeiro semestre, não consegui equilibrar as contas no segundo semestre e
fiquei praticamente no prejuízo. Literalmente fiquei esperando trabalho, várias
coisas saíram cagadas, e só agora consigo ter noção do absurdo de tudo isso.
4. Tentei conseguir trabalhos e projetos como jornalista,
maiores para conseguir um dinheiro legal mesmo, e dei com os burros n’água.
Impressão é que não tem mais nada aberto ou rodando. Que houve com o mundo?
Cadê os jornal e as revista tudo?
5. Queria ter escrito muito mais para meu blog em inglês. Total
falta de organização. Mas escrevi alguns para o Medium, em um caderno físico e até
mesmo aqui, então tento não me chatear tanto. Consegui mudar o layout
(aleluia!) e quero dar mais atenção pra isso nos próximos meses, ainda nem sei
como.
6. Falando nisso, embora tenha melhorado muito em termos de
organização, estou longe do ideal. Sinto que podia ter feito mais coisas, perdi
tempo com bobagens, mas às vezes foi meio culpa do desânimo.
7. Queria ter avançado mais no estudo de inglês, mas no segundo
semestre, enrolada e preocupada em arrumar mais trabalho, meio que larguei de
mão. Acabo aprendendo muito por causa das aulas, mas não é o suficiente. Menos
mal que estudei bastante espanhol (meta principal do ano), estudei um pouco de
árabe (bem pouquinho) e até comecei irlandês no Duolingo.
8. Eu não tinha grandes expectativas em relação à minha vida
afetiva e, nossa, ainda bem, porque começamos o ano do mesmo jeito que
terminamos.
9. Um dos meus objetivos era aprender edição de imagem. Comecei
bem empolgada a seguir alguns tutoriais do Gimp, mas em fevereiro já tinha
perdido o pique.
10. Terminei o ano desgastada, principalmente na questão
emocional. Era bem esperado, mas foi cansativo atravessar dezembro com esse
sentimento.
Claramente, passei comtranquilidade das dez coisas positivas em 2017. Algumas foram estonteantes, outras apenas legais, mas todas contribuíram para que fosse um ano bom. Difícil, longo, desafiador, mas ainda assim não tenho do que reclamar da vida. Se tivesse que definir esse ano com uma palavra, diria que foi o ano da reflexão. Mais que qualquer outro. Antes de publicar estava lendo meus balancetes de anos anteriores e, credo, como tenho feito coisas. Se nem sempre as certas, ao menos tenho tentado. E vamos continuar tentando em 2018, que começará com tudo. Tem que dar certo. E vai dar.

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