Fiquei surpresa quando li na Zero Hora, há umas duas semanas, que o Guns vai vir a Porto Alegre. Se fosse nos meus 17 anos, talvez a notícia teria me deixado muito feliz, mesmo sabendo que de Guns, mesmo, só tem um Axl gordo ali. Mas, agora, o que eu senti foi uma grande nostalgia. Guns era quase tudo que eu ouvia na época do colégio e depois durante o cursinho. Lembro sempre de pegar os ônibus de tarde, de Caxias pra Farroupilha, depois das aulas extras, com meu walkman na mochila e os fiozinhos do aparelho enrolados. Eu sempre ouvia Stranged. Muitas vezes eu ouvia até três, quatro vezes. Sempre que eu ouço isso, eu lembro daqueles trajetos, quando eu não tinha idéia do que aconteceria comigo. Se eu passasse, me mudaria pra Porto Alegre. Ou então fracassaria de novo, começaria de novo, nem sei se conseguiria. Eu pensava nisso e ouvia Stranged. Ou então eu ouvia de noite, depois de estudar, depois de terminar todas as coisas que eu tinha no tal dia. Era como um presente pra mim, de fim de noite. Como se, pelo menos, o tempo me desse a chance de ter algo que me fizesse feliz. Nem que fosse uma música.
Hoje, me sinto igual àquele tempo, talvez mais assustada por não saber o que vai acontecer comigo. Em que vou trabalhar, no que vou trabalhar, o que vou fazer, onde vou morar, quem vão ser as pessoas da minha vida, o que vai ser a minha vida. Talvez eu devesse ouvir Stranged de novo. O certo é que, no dia 15 de maio, eu pretendo estar no Gigantinho vendo o Axl. E lembrando do tempo em que ouvia muito Guns N' Roses.
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