Queria ter tirado fotos do Arpoador, como de todos os lugares por onde eu passei pelo Rio de Janeiro, mas o fato de não ter uma câmera serve de justificativa. Só que pela primeira vez eu não preciso olhar as imagens dos outros. Basta eu lembrar do fim de tarde em que eu subi na pedra e fiquei olhando um pôr do sol que surgiu pra mim, já que a hora me pareceu, durante aquela semana, algo completamente dispensável. Ao subir no Arpoador entendi porque foi o lugar preferido do Cazuza. E, sem querer desmerecer Porto Alegre, só acha exuberante o pôr do sol do Guaíba quem nunca pisou no Rio de Janeiro. Não foi necessário fotografar o Arpoador. Ele permanece na minha memória.
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