10.4.07
insegurança em Porto Alegre
Não me sinto segura em Porto Alegre. Grande novidade. Acho que, a essa altura, ninguém se sente. Passou das nove horas, e eu prefiro estar em casinha, segura. Se for pra andar de ônibus, grandes esquemas sobre qual ônibus pegar, onde pegar (paradas vazias nem pensar), onde descer (ruas escuras são um tormento). Estatísticas sobre os campeões de assaltos (ainda é o T1?). O fato é que, ontem, preferi gastar mais de dez reais de táxi do que ter que enfrentar uma pequena parte do campus centro da Ufrgs, quase onze da noite. Prefiro gastar tudo o que eu tenho do que a mera possibilidade de ser assaltada. Sempre acreditei que seria um trauma tão horrível e inesquecível que... melhor nem pensar. E o pior é que, comparando com outros lugares, Porto Alegre é o menos pior. Parece brincadeira, às vezes, acreditar que há algo pior do que poder ser assaltada 24 horas por dia em 99% dos lugares. Sim, em Alvorada (nem preciso chegar no Rio) posso ser atingida por uma bala perdida. Quer dizer, na Bom Jesus acontece isso também. Queria ter alternativas pra isso, fazer algo em vez de reclamar e ficar histérica. Mas não consigo. O que me conforta é saber que, pelo menos, na minha monografia, eu páro e penso de verdade sobre isso. Aí eu sinto, por menos que seja, que não estou de braços cruzados.
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