29.5.07

Piratas do cabibe - no fim do mundo


Não costumo gostar de blockbusters. Acho a maioria barulhenta, sem noção, com uma história fora de qualquer limite e com atores, em geral, horríveis. Fora toda a logística: filas, cinemas lotados, adolescentes, crianças... Se for um dia de azar completos, muitos "monstrinhos". Tenho násusea só de pensar no Homem-Aranha. Quarteto Fantástico, então, me dá calafrios. Especialmente depois de ter visto o primeiro. Experiência que poderia ter sido antropológica não fosse uma cabine de imprensa.
Mas, por alguma razão particular,eu gosto de Piratas do Caribe. Sim, 80% da minha preferência é pelo Jonnhy Depp. Outros 20% se dividem entre o personagem do capitão Jack Sparrow e a trama em si, uma historinha divertida. Gosto de filmes de aventura com um quê de passado, como um desenho animado das antigas, estilo Ducktails (como eu gostava desse desenho). Histórias sem muita lógica - ou nenhuma -, só com fantasia e personagens carismáticos.
Esse último filme da trilogia Piratas do Caribe não tem lá muita lógica. Aliás, bem menos do que os anteriores, quando a história já era bem enrolada. Um coração em um baú, uma deusa dos mares aprisionada, um casal que luta para ficar junto, um pirata um tanto mau-caráter, a realeza ávida por riquezas.
Mas, para atrair um grande público, recorrer à tecnologia é um tiro certeiro, e os efeitos especiais, aqui, são fantásticos. Ainda que as cenas sejam longas, especialmente as de ação, prendem a atenção só pela quantidade de preciosidades visuais.
Mediocridade apostar somente no visual? Talvez. Bem possível, até. Mas ser crítico e radical sempre se torna um saco. E, em uma segunda-feira à noite, fria e cansativa, é bom ser levado a outro mundo, com piratas e monstros com tentáculos. Divertido pensar como seria a vida em um barco, lutando contra os perigos do mar.
Na realidade, qualquer coisa vale pra espantar o tédio. Porque o tédio mata.

Um comentário:

Joseane disse...

CALMA AE.....ELE TA UM GATINHO !