11.1.08

resquícios das férias II

Como faz muito tempo que não posto nada sobre cinema – pelo simples fato de eu não pisar em um há meses – vou colocar um pouco do que eu vi e revi durante as minhas férias/recesso.

As Pontes de Madison
Esse foi o único dos que revi. Sempre penso ser mais legal assistir um filme que nunca se viu do que rever um, mas alguns são exceções, como esse. Eu simplesmente adoro As Pontes de Madison, até diria que hoje é o meu filme preferido. Não só pelo fato de eu amar a Meryl Streep e o Clint Eastwood (tanto ator como diretor), mas por ser um filme sem respostas, mas ele tem tantas pergunta s que me deixou ainda mais confusa. O que a Francesca deveria ter feito? Se sentir de novo uma mulher interessante e bonita, fugindo com um fotógrafo aventureiro? Ou ficar em casa, do lado da família que, mesmo monótona, sempre lhe deu uma segurança? Eu não sei dizer. Mas a dor da personagem é tão profunda que eu parecia sentir em todos os momentos.

Um Dia Muito Especial
Um tanto As Pontes de Madison, já que Antonietta (Sophia Loren), se sente tão abandonada naquela rotina de dona-de-casa-de-uma-Itália-em-guerra que se apaixona pelo vizinho de andar, uma das poucas almas do prédio a não se importar com o desfile de Hitler e de Mussolini em Roma. No início ele é um tanto monótono, mas com grandes cenas – como Marcelo Mastroiani correndo de patinete pela casa. Porém depois da cena fabulosa da lavanderia, o longa se torna interessante e surpreendente.

Lolita
Grande surpresa das férias. Sempre imaginei que o filme fosse bom, mas jamais imaginei que fosse um suspense tão arrepiante. Imagino o furor que ele causou na época, porque só de eu contar a sinopse minha mãe teve vertigens. Era uma das poucas obras do Kubrick que eu não tinha visto – eu que, aliás, quase revi Laranja Mecânica. Talvez seja reflexo dos tempos modernos, mas eu não consegui achar uma pura depravação o fato de um cara se apaixonar por uma menina de uns 14 anos – pelo menos, idade no filme. Eu ando assimilando o fato de que o mundo é tão louco e o amor tão mais louco ainda que tudo pode ser possível.

Taxi Driver
Ou eu sou muito tosca pra cinema ou estavam enganadas as pessoas que me diziam que Taxi Driver era uma obra-prima, uma genialidade dos tempos modernos. Achei um filme policial dos mais chatos, no limiar do sem graça. Com um grande atuação do Robert de Niro, sim, mas isso não foi o suficiente pra eu gostar do filme. Só me faz reforçar a idéia de que eu não gosto tanto assim do Scorsese.

2001 - Uma Odisséia no Espaço
Outra grande obra do Kubrick e um dos clássicos do cinema. Porém, tenho personalidade suficiente para confessar que não entendi boa parte dele, não gosto de ficção científica; por isso, não vou comentar.

Passaram ainda pela minha mão coisas como Bridget Jones 2 – a única comédia romântico suportável do mundo e O Morro dos Ventos Uivantes, esse último razoável. Ah, e Dois Filhos de Francisco, que eu considero um belíssimo filme e - assumo - sempre me emociona.

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