10.6.08

a bomba que poderia ter sido

Talvez eu esteja acreditando demais na idéia de que nada é por acaso. Mas o fato é que, se eu não estivesse em São Paulo nesse 9 de junho, estaria, bem provável, tomando café na Padaria Roquete, em Porto Alegre, antes de ir para a Chasque. A mesma padaria que quase foi pelos ares porque um maluco deixou uma bomba em cima de uma mesa e acionou a desgraçada. Como se fosse em Bagdá, onde um absurdo desses não consegue mais chocar. E a coisa explodiu ali pelas nove horas da manhã, horário em que, justamente, eu tomava meu cafezinho e comia meu sanduichinho farroupilha.
Sei lá, de repente deu um medo da brevidade da vida. Um medo que me fez saudar minha própria coragem de estar e não surtar nessa selva de pedra. Como se fosse um recado para aproveitar todos os instantes da minha vida.

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