![]() |
| Imagem: Pinterest |
Mais uma primavera - a trigésima primeira - e com ela os montes de felicitações e desejos de que coisas do bem aconteçam. Todos desejam que nossos sonhos se realizem.
Daí me dei conta de que não tenho um “grande sonho” pra realizar. Talvez porque eu realizei uma porção de sonhos no último ano viajando pela Europa. Conhecer Paris, Roma, Veneza, Amsterdam, Londres e tantos outros lugares me fez sentir realizada.
Mas talvez meu sentimento de estranheza a esses tais “grandes sonhos” se deva ao fato de ver a vida como uma estrada. Como uma jornada propriamente dita. Todos os dias têm que valer a pena, todos os atos têm que ter um propósito. Posso dizer então que acredito muito mais em pequenas realizações, que contribuam pra que o caminho seja enriquecedor.
Mas se hoje insistissem muito pra eu dizer um sonho, então eu diria que quero ver o mundo. Não apenas o mundo que a gente vê, em que a gente pisa, mas as coisas minúsculas ou invisíveis que estão por toda a parte. Entender - ou pelo menos - toda a complexidade desse tal de estar vivo.
Sinto uma certa melancolia nesse 31 de julho, mas como diz a música, eu não consigo ser alegre o tempo inteiro. E não preciso mesmo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário