31.7.17

Oá, 33

Fazemos 33, mas a mente continua de uma jovenzinha. Belo dia pra tocar um foda-se pro que a sociedade espera. Deixa meu pinguim aí lembrando que envelhecer é bom, é um privilégio, mas manter a alma juvenil é o grande segredo. Que os sonhos fiquem mais loucos, mais ousados, mais coloridos.

4.7.17

E metade do ano já era


Eu planejava demonstrar toda a minha eficiência escrevendo sobre os resultados do meu “2017 Parte 1” na sexta, no último diazinho do semestre, mas eis que tive uma febre bizarra que me deixou indisposta quase todo o final de semana. Demorou uns diazinhos a mais pra escrever, mas aí vamos nós.




De modo geral estou bem satisfeita com o ano até agora. Posso quase me dar o luxo de olhar meio esnobe pra quem chegou na metade do ano sem conseguir riscar nada da lista de ~ resoluções ~ Primeiro porque não ~ trabalhamos mais ~ com resoluções, já que as coisas mudam, a vida muda, os planos mudam. Agora pensamos em ~ diretrizes ~, que mais servem para guiar o que quero fazer nos próximos tempos.

Esse vai ser um resumo, então, do que fiz em abril, maio e junho e do quanto estou seguindo o que me propus neste primeiro semestre.

1. Seguir estudando inglês rumo à proficiência

Devagarinho estou fazendo isso. Todo dia aprendo palavras novas por conta do meu trabalho e aprimoro todas as habilidades por estar em contato diário com a língua. Neste ano comecei uma especialização online (e grátis, Coursera maravilhosa te amo tanto) em Business English que está me ajudando com as aulas e dando vocabulário que será importantíssimo quando o CPE chegar. Religiosamente faço atividades neste site e até comecei a revisar o material de Dublin! Estou com um arquivo prontinho para imprimir e revisar o conteúdo do livro que lindamente me levou a meus 199 pontos no CAE, então considero tudo mais do que sob controle.

2. 2017 será o ano da literatura russa

Esse ponto está difícil. Acrescentei um monte de livros novos à lista, tenho outros na fila pra comprar, então 2017 não está sendo o ano dos grandes escritores russos como eu planejei. Temos ainda seis meses e Anna Karenina está na meta de leitura do Skoob, então quem sabe. Sinceramente se eu ler Anna karenina em inglês acho que a meta está mais que cumprida.

3. Manter atividade física

Neste aspecto sucesso absoluto. Desde abril passei a levar ainda mais a sério minhas caminhadas e, em vez de só caminhar no condomínio e no Instituto Butantã, eu agora também caminho em parques nos finais de semana e faço trilhas sempre que possível. Em junho fiz uma trilha maluca em Atibaia e, enquanto a maioria dos coleguinhas bufava a cada curva, eu quase sambava. Criei um projeto para voltar a correr - quer dizer, aprender a correr de forma decente e sem me machucar, que ainda está em fase embrionária.


Cortesia de uma companheira de trilha em Atibaia, no caminho pra Pedra Grande

4. Estudar espanhol no primeiro semestre e árabe no segundo semestre

Não estou estudando espanhol o quanto gostaria, mas se considerar que fiz um curso com duração de 24 semanas - ou seja, um semestre - e que cobre todinho o nível A1, no está tan malo. Prefiro demorar mais nessa fase básica e aprender direito do que ter um espanhol capenga mais pra frente. No momento estou fazendo um novo planejamento de estudo pra avaliar como posso ingressar no A2. Dividir-se entre duas línguas NÃO é fácil, então não sei como posso acrescentar o árabe na rotina. Acredito que, pra alegrar meu coração multicultural, eu poderia revisar os conteúdos de árabe clássico nem que fosse uma vez por mês. Tosco, mas não de todo inútil. Feito é melhor que perfeito tem sido meu lema.

5. Diminuir ainda mais o uso de redes sociais e otimizar meu tempo online

Desde o Carnaval passei a acessar o Facebook só aos finais de semana. Essencialmente para checar mensagens, postar umas fotos de meus passeios despretensiosos por São Paulo e acompanhar eventos culturais e políticos. Minhas semanas, assim, têm sido imensamente mais produtivas. Twitter acesso aos finais de semana também, mas às vezes nem isso. Prefiro usá-lo para acompanhar algo específico, como jogos ou protestos (ou ainda as tretas políticas brasileiras que são imperdíveis). Instagram parou de funcionar no smartphone de novo, mas acesso no tablet (aliás, que ganho de vida maravilhoso esse aparelho). Não me atrapalha e vejo catioros, paisagens, amigues e por aí vai. Dá ainda pra ter acesso a umas programações de alguns centros culturais e museus. Poderia até acessar menos, talvez no futuro. Com isso, quando estou na internet, estou fazendo algo útil (geralmente, né, não somos perfeit@s).

6. Conhecer lugares novos o máximo possível – pelo menos um lugar diferente por mês

A grande mudança do segundo trimestre. Após algumas semanas surtada estudando e trabalhando nos finais de semana, me dei conta que, se não levar a sério momentos de descanso, surto com regularidade. Ficar em casa sem fazer nada é chato. Ler é bom em dias de chuva, posso escrever ou brincar no meu livro de colorir, mas quando tá sol eu quero ver o mundo. Nem que seja as praças aqui do Butantã, onde moro. Incrementei a lista de sugestões de viagens/passeios/pernadas para não perder tempo pesquisando o que fazer em cada final de semana, criei uma página para organizar essas atividades e parece que tomei remédio de tanta diferença que faz na minha vida. A qualquer hora quero escrever sobre isso.

7. Planejar futura viagem (plano ainda em gestação) – ler o máximo possível

Isso tá complicado. Ainda não consegui botar a bunda na cadeira pra fazer um braimstorm básico. Estou tentando organizar um material de leitura no computador. Há algumas semanas li “Viajante Solitário”, do Kerouac, que me incentivou a comprar “Livre”, da Cheryl Strayed, na lista próxima de leitura. Acredito que quando começar a organizar, der o tal primeiro passo, tudo ficará mais simples. Talvez. Quem sabe. Oremos.

8. Dar mais atenção à minha família

Cheguei à conclusão que realmente detesto falar no telefone, razão pela qual não ligo com frequência para casa. Prefiro mil vezes o Skype onde consigo ver as pessoas. Para não falar que, durante a semana, estou enrolada com mil coisas, nos finais de semana com outras mil. Tento telefonar com certa frequência, mas volta e meia falho. Em agosto vou pra Farropis passar uma semana, então poderei compensar um pouco.

9. Passar mais tempo desconectada da internet

Ainda passo muito tempo online durante a semana, mas tempo me desligar mais nos finais de semana. Tenho um livro de colorir, comprei um livro de ligar pontos, vou caminhar com regularidade, estou lendo FODASTICAMENTE MAIS que nos últimos anos, então aos poucos diminuo esse tempo.

10. Tentar dar “um rumo na vida” em termos profissionais

Nesse aspecto, sinceramente, estou vivendo apenas. Curtindo as experiências que vão somar lá na frente. Pela primeira vez na vida não estou colocando trabalho na frente do resto e é o melhor que poderia fazer.

11. Estudar mais sobre anarquismo

Sem chances hoje. Comecei empolgadona no início do ano, mas mil prioridades apareceram. Segundo semestre está aqui, talvez ainda consiga ler alguns livros e textos importantes. Sou uma só, não tem jeito.

Hoje eu evidentemente faria essa lista diferente, acrescentando pontos importantes como estudar sobre investimentos. Sou uma ignorante no assunto e, né, passou da hora de aprender. Demorou pra burro pra entender que NEM SEMPRE deixar na poupança é mais vantajoso. De maneira geral eu já faço tudo certinho (só gasto com o necessário e mais que isso teria que me alimentar de luz), então falta apenas, como se diz, botar o dinheiro pra trabalhar. Em junho desencostei da estante um livro que ganhei há séculos sobre conceitos básicos de investimentos e, em breve, brevíssimo, pretendo dar meus primeiros passos concretos. Isso está absolutamente relacionado à viagem.

Ultimamente também tenho feito um esforço no sentido de introduzir a meditação na minha vida, ou ao menos algumas técnicas de mindfulness. A cada dia me dou conta de que estar BEM com a cabeça da gente (e o coração) é crucial.

Ah, e estou tentando fazer da escrita em inglês uma rotina semanal. Comecei há poucas semanas, então ainda estou ajustando. A ideia é escrever sobre todas as minhas viagens à Europa até o final do ano (provavelmente não consiga, mas fica o desafio pra mim mesma).

Não posso reclamar, essa é a verdade. Esse ano tem sido bem legal comigo e, o mais importante, estou aprendendo a ser legal comigo. Gostaria de fazer mais coisas, mas devagar e sempre, como dizia o filósofo Amor Sem Fim dos Ursinhos Carinhosos

(alô vc que vai fazer 33 no fim do mês mas continua citando Ursinhos Carinhosos pra falar de sua vida J )

23.6.17

Bloomsday

Sexta-feira foi dia de Bloomsday ao redor do mundo, quando se celebra a jornada de Leopold Bloom, personagem famosão de Ulysses de James Joyce.

A Casa das Rosas em São Paulo fez um m evento com palestras, música e dança irlandesa (e Guinness, mas por 32 reais não tem condições). Claro que eu estava lá. Foi o trigésimo evento do tipo em São Paulo. Voltei pra casa com tanta coisa na cabeça e no coração que precisei despejar umas linhas. Joguei no Facebook, mas quis reproduzir por aqui também.

"De um Bloomsday, na Casa da Rosas, com James Joyce, Irish dance, Irish music e vários filmes passando na minha cabeça e no meu coração, saio direto pra uma caminhada na Paulista, tentando lidar com um monte de sentimentos. E ali na famosa avenida então eu vejo um cara vestido de punk tipo anos 70, um senhor vestido de Chaves, um menino vestido de Michael Jackson, várias pessoas indo ou vindo de uma festa junina, um maluco tocando AC/DC, hippies vendendo muamba e todo mundo já naquela vibe Parada Gay.
Aí me dei conta que nunca saí de São Paulo quando fui pra Dublin e que nunca saí de Dublin, mesmo tendo voltado pra São Paulo. E voltar se torna um verbo quase inútil porque como assim voltar de um lugar se a gente nunca saiu dele. E de qual "eu" me refiro mesmo, quando vamos mudando a cada pessoa, paisagem ou experiência que aparece.

Só queria mesmo um trem-bala que me transportasse entre essas duas cidades em um piscar de olhos pra eu comer coxinha numa padoca de esquina e, cinco minutos depois, tomar Guinness e olhar pro Liffey River.

Da próxima vez que perguntarem, São Paulo ou Dublin, vou perguntar de volta se dá pra ser as duas, já que ambas grudaram em mim e, por mais que eu tente, parece que nunca vou me livrar."

25.5.17

Inspiração pro dia

Encontrei essa mensagem, atribuída ao Caio Fernando Abreu, durante uma voltinha pelo Instagram hoje pela manhã.

Tenho pensado muito sobre essa coisa de fases da vida e acho que esse ano, por várias razões, trouxe uma fase nova. Bom focar no presente e no futuro em vez de querer remendar um passado que nunca vai voltar.


2.4.17

E um quarto do ano já se foi

Sexta foi o último mês de março e, com ele, um terço do ano vai embora. Pra quem diz que o ano começa depois do Carnaval, bem, quer dizer que até agora 2017 só teve de verdade um mês.

Eu como nem gosto de Carnaval nem quero ter outro ano arrastado e frustrante como 2016, resolvi ainda no comecinho de janeiro que os 12 meses que teria pela frente teriam que render. Como disse a uma amiga ontem, recentemente me dei conta (outra vez) de que se eu não fizer “por mim” ninguém vai fazer. Então mãos à obra que a vida é curta e não tem tempo pra resmungo ou procrastinação excessiva (um pouquinho até acho que faz bem pra saúde).

Então esse ano decidi que, além do meu ~balancete ~ de final de ano no blog, pretendo escrever mais sobre como meus projetos estão indo. Sim, projetos. Passei a adotar esse termo, que denota uma certa seriedade mas me parece um jeito ideal de encarar com mais determinação tudo que eu faço.

Como não defini resoluções (que sinceramente até me soa cafona hoje em dia), mas diretrizes, ou seja, algo para funcionar como um guia, é em cima disso que tenho me orientado para avaliar como andam as coisas e a vida. Aqui é necessário parar e mandar uma salva de palmas e de beijos pro Todoist, um software free que serve para organizar tarefas, projetos e o que mais puder imaginar.

1. Seguir estudando inglês rumo à proficiência 

Isso está indo muito bem e muito mal. Se por um lado estudo todos os dias enquanto preparo minhas aulas (e aprendo palavras e expressões novas num ritmo quase alucinante), por outro ainda não consegui reorganizar meu material de Dublin, que contém todo o conteúdo das minhas aulas na CES, onde estudei por seis meses e ganhei uma bagagem no idioma pra uma vida inteira. Por absoluta falta de tempo ainda nem consegui parar e pensar em como dar conta daqueles três arquivos enormes.

Um sonho: ter meu material organizado e lindo assim
2. 2017 será o ano da literatura russa

Por ora o máximo que consegui foi comprar Anna Karenina (em inglês e por 10 reais na Livraria Cultura). Tenho impressão que não será muito fácil ler esse livro na língua do Shakespeare, portanto estou desde me preparando psicologicamente. Tenho anotados mais uns dois livros de escritores russos para comprar. Tem aí nove meses pela frente, então acho que está tudo bem.

3. Manter atividade física

Sim, mantenho. Caminho três por semana em média, e mais que isso tem sido impossível. Dependendo do dia tenho aulas de manhã e à noite, fora o fato de que dar aula indo até o aluno é bonito e nobre no slogan, mas cansativo para as pernas do(a) instrutor(a). Também tento fazer alongamento todos os dias pela manhã (a preguiça fala mais alto várias vezes). Mesmo com três dias, porém, vejo que meu condicionamento físico está bom. Semana passada fiz uma trilha de 9km ida e volta, de intensidade média em um parque lindo perto de São Paulo, e dia seguinte me sentia uma pessoa, não um saco de batatas amassado. Me animou a fazer mais e mais trilhas e continuar me exercitando.

4. Estudar espanhol no primeiro semestre e árabe no segundo semestre

Ultimamente não consigo dar conta do que tenho que fazer direito, então quero sinceramente evitar pensar nessa questão do árabe até julho. Quanto ao espanhol, em três meses fiz QUATRO cursos do Future Learn e estou revisando todo o nível A1. Tem sido excelente e aprendo muito. Considero que ainda poderia fazer várias coisas para avançar mais na língua, mas conciliar o estudo de dois idiomas não tem sido fácil. Ontem comecei o quinto curso e até o final de maio completo o sexto e termino o programa. Nada mal. Se mantiver o ritmo chegarei ao final do ano com algo que se assemelha ao nível B2 (mas aí tem o árabe também e deixa pra lá que só de imaginar outra língua já me estressa)

5. Diminuir ainda mais o uso de redes sociais e otimizar meu tempo online

Durante o carnaval li uns textos sobre o uso de redes sociais e experimentos de alguns dias sem elas e decidi fazer uma experiência também. Minha proposta: utilizar as mídias só aos finais de semana. Por ora só abrange Twitter e Facebook, que são as duas únicas que me afetam de algum modo. Eu explico mais aqui na minha conta do Medium, criada durante o Carnaval pra me motivar a escrever mais.

6. Conhecer lugares novos o máximo possível – pelo menos um lugar diferente por mês

Simplesmente não é viável conhecer qualquer lugar durante o verão no Brasil. Não há wanderlust que resista a 37 graus. Até agora só voltei a Paranapiacaba, desta vez com um grupo para fazer uma trilha, a da Cachoeira Escondida. Foi legal e planejo muitas coisas, agora que o tempo nos permite viver de forma digna.

No Mirante da trilha que leva a Cachoeira Escondida, em Paranapiacaba. Primeira trip do ano


7. Planejar futura viagem (plano ainda em gestação) – ler o máximo possível

De concreto, a única coisa que fiz foi criar um projeto no Todoist e comprar um tablet recentemente (aliás, uma hora mexendo nele ontem e já me pergunto como vivi tanto tempo sem um). Volta e meia leio alguma coisa que me inspira, já entrei em uns grupos de WorkAway no Facebook e penso bastante. Não tenho exatamente pressa. Pra ser honesta, hoje o que mais preciso nesse sentido é refletir mesmo.

8. Dar mais atenção à minha família

Ainda em janeiro comprei passagens para viajar na Páscoa, então mais dez dias e estou indo a Farropis. Estou ligando para casa e falando com o pessoal de lá menos do que gostaria, mas o mês de março foi cruel em termos de trabalho e estudo (alunos novos, material para preparar, para imprimir, cursos de espanhol, de Business English, freelas de jornalismo). Ainda estou tentando me adaptar a essa rotina e, por sorte, minha família é bastante querida e compreensiva.

9. Passar mais tempo desconectada da internet

Taí um desafio. Infelizmente, trabalho e estudo dependendo de internet então passo a maior parte do tempo conectada. Além disso, meus amigos estão espalhados pelo mundo e também preciso dela pra conversar com eles. Quando os finais de semana são mais tranquilos, tento deixar o computador desligado por mais tempo e leio uns livros. Ainda que passe mais tempo em frente à tela do que gostaria, vejo que a maior parte desse tempo é gasta com coisas “úteis” então estou perdoada.

10. Tentar dar “um rumo na vida” em termos profissionais 

Assim como viajar, o que de melhor posso fazer nesse sentido é pensar. Nada de overthinking, só uma avaliação meio descompromissada mesmo. Diferente do que propus no início do ano, em 2017 não pretendo tomar qualquer decisão. Só ir levando e ver o que acontece.

11. Estudar mais sobre anarquismo

Li o segundo volume de História das Ideias e Pensamentos Anarquistas. aprendi muito, fiquei inspirada e quero ler mais coisas. Não é a prioridade hoje, portanto, então quando puder faço isso. O tablet foi comprado justamente para ter algo para ler PDFs e artigos de internet na cama (tenho horror de ler no computador), então a tendência é que eu possa estudar mais daqui pra frente.

Em resumo, acho que meu ano tem sido bem legal até agora. Me sinto em paz, me sinto quase feliz, na medida do possível até realizada. Ando trabalhando e estudando mais do que queria, para ser sincera, mas como se diz, essa é a hora de fazer isso. Finalmente também aprendi a mexer no Gimp, ainda de forma básica, e quando puder quero brincar mais com ele. Mas acho que tem tempo pra tudo. Atualmente não tenho do que reclamar e isso é bom :)

25.2.17

O meu carnaval

Em casa, em um sábado/feriadinho de Carnaval, costurando umas roupas e ouvindo umas bandas de indie da Espanha.

 Anos atrás eu me sentiria mal com tudo isso. Aquele sentimento de "culpa" de não estar "aproveitando a vida" como alguém da minha idade deveria estar fazendo.

 Fato é que, talvez por já não ser tão jovem como naqueles tempos, a "obrigação" de ser feliz de acordo com a lei dos outros não me atinge mais.

Meu dia foi bom - estudei, li, dormi, escrevi - e isso me importa. Vejo as fotos dos amigos e, de verdade, me alegro de estarem curtindo o Carnaval. Eu só quero ficar em casa hoje. Só quero descansar e tocar meus projetos. Só quero ser eu mesma e como é bom fazer isso sem qualquer peso.

17.1.17

Projetando o ano

Depois de um dos piores anos da minha vida (fica aí na tumba, 2016), tive um dos melhores inícios de todos os tempos. Sinceramente acho justo e que assim continue.

De cara um possível (e um tanto sério) problema de saúde foi descartado, encontrei e reencontrei amigos queridos, descobri que tenho direito a alguns dinheiros por conta do meu último trabalho (beijos, CLT, não nos deixe), passei no CAE (ME ABRAÇA TODO MUNDO) e tive boas notícias relacionadas à minha vovó (o mais importante de tudo).

Dezesseis dias em 2017 me deram mais do que 2016 inteiro, que só me deu mesmo frustração.

Eu havia feito, nos primeiros dias deste janeiro amigo, uma lista de diretrizes - porque resolução eu não cumpro mesmo, então é mesmo algo pra eu lembrar de olhar como um guia pra vida.

Faltava o resultado do exame de proficiência, que Cambridge, maravilhosamente, liberou na segunda-feira (ontem) pra alegrar o resto da semana - e o resto da minha existência porque né, agora eu oficialmente terei um papel gostoso pra chamar de meu e que virá lá das Oropa pra dizer que meu inglês é supimpa :)

Como o CAE ficou pra trás, esse é oficialmente meu ~manual ~ de comportamento até dezembro.

1. Seguir estudando inglês rumo a proficiência :D
2. 2017 será o ano da literatura russa
3. Manter atividade física
4. Estudar espanhol no primeiro semestre e árabe no segundo semestre
5. Diminuir ainda mais o uso de redes sociais e otimizar meu tempo online
6. Conhecer lugares novos o máximo possível – pelo menos um lugar diferente por mês
7. Planejar futura viagem (plano ainda em gestação) – ler o máximo possível
8. Dar mais atenção à minha família
9. Passar mais tempo desconectada da internet
10. Tentar dar “um rumo na vida” em termos profissionais – demanda tomar decisões
11. Estudar mais sobre anarquismo

As coisas podem mudar, como tudo por aí, mas basicamente essas são as coisas em que eu quero mais me dedicar a partir de agora. O grande foco do ano será EU e minha relação com as pessoas que eu gosto, seja famílias ou amigos.

Depois de anos de tempestade talvez o arco-íris esteja aparecendo. :)