Tenho um desafio real neste semestre. Não me tornar a “chata da monografia”. Sim, não quero ser apontada pelos que gostam de mim – ou pior, pelos que não simpatizam – como aquela criatura que, de dez palavras que solta, nove são referentes ao tal trabalho de conclusão.
Mas a verdade é que já estou a um passo da histeria. Depois dela, certamente virá a esquizofrenia. Portanto, vou ser um pseudo ser humano nestes próximos dois meses e um pouquinho (fato que começa, obviamente, a me desesperar).
Dificilmente conseguirei ver os amigos, tomar uma ceva de forma despreocupada, caminhar sem pressa no sábado pelo centro ou gastar boas horinhas desopilando na academia. Ou indo ao cinema. Ou dormindo, acordando e dando um tapa no despertador e retornando aos meus sonhos preguiçosos.
Claro que todo esse drama não é só por causa da monografia, mas pelo resto da vida que vou ter que tocar ao mesmo tempo em que escrevo as cerca de cem páginas da desgraçada. Junto com a aventura das notas de rodapé e das citações, vou ter que trabalhar – e muito-, cumprir os dois últimos créditos eletivos que parecem nunca terminar, minhas aulas chatinhas de inglês e o restante: comer, dormir, tomar banho etc.
Enfim, espero que dê certo. A última (pra não dizer única) vez em que fiz algo do tipo foi a época do cursinho, quando ficava estudando todo o dia. O resultado daquela indiada foi bom. Tomara que se repita.
Se não, como dizem, o semestre que vem é logo ali.
4 comentários:
Certamente a nova indiada dará bons resultados. E apóio tua tentativa de não se tornar a "chata da monografia", já que exemplos não faltam desse tipo de figura um tanto MURRINHA. Boa sorte! :)
Falou tudo. Possivelmente já cheguei ao estágio do "meio-chato da monografia" e isso que estou me policiando. Mas o fato é que falamos tanto sobre isso porque ela é muito importante para nós, e existe uma mistura de tensão, preocupação, cansaço, estresse, etc. A conversa com os colegas sobre o assunto é uma forma de tentar saber se eles estão na mesma situação que a gente. O que, de fato, incomoda bastante, principalmente quem não está passando por isso. Ainda falta muita coisa e já estou com a cabeça fervendo. Abraços.
Eu também tenho lutado bravamente para não virar "o chato da monografia", e acho que até aqui tive razoável sucesso. Mas é difícil não tocar em um assunto no qual se pensa praticamente o tempo inteiro. E parem de chorar, vocês têm muito mais páginas escritas do que eu =P
É menina, eu já tô começando a achar que a chatice é inevitável - mas a chatice dos outros. De quem fica me perguntando como anda a monografia e quantas páginas eu já fiz. Me poupem! Beijos e boa sorte pra todos nós :)
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